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Uma eleição histórica – Artigo do deputado Waldyr Pugliesi
“Pela primeira vez na história não teremos candidatos ligados ao pensamento do atraso ou que buscam vantagens apenas para as minorias”
Uma eleição histórica
No próximo dia 3 de outubro milhões de brasileiros vão às urnas para escolherem seus representantes nas assembleias legislativas, nos governos estaduais, na Câmara Federal, no Senado e para a presidência da República. Mas o que diferencia este processo eleitoral de tantos outros que tivemos desde que garantimos no início da década de 1980 a volta da democracia com eleições diretas no país?
Simples: pela primeira vez na história não teremos candidatos ligados ao pensamento do atraso ou que buscam vantagens apenas para as minorias, como ocorreu durante o neoliberalismo econômico e a política do estado mínimo. Digo isto ao analisar a origem ideológica e a militância dos candidatos, tanto para presidente da República, como para governador do Estado do Paraná.
Outro dia, durante sessão na Assembleia Legislativa, fui indagado por outros parlamentares sobre a origem dos candidatos que estão colocando seus nomes para aprovação pública. Falei que este tipo de discussão política deve ocorrer de maneira constante, não só na Assembleia, mas em todos os segmentos da sociedade.
Aliás, esta origem ideológica mais de centro-esquerda dos nossos prováveis candidatos é a boa notícia destas eleições e a prova de que avançamos muito nos últimos anos. Para presidente, ao que tudo indica, teremos como candidatos o governador de São Paulo José Serra, a ministra Dilma Rousseff, o deputado Ciro Gomes e a senadora Marina Silva.
Quem é Marina Silva? Marina Silva é alguém que está com uma proposta muito apropriada para esse momento da vida nacional. Ela dedicou boa parte da sua vida em defesa das questões ambientais, o que vai garantir discussões bastante aprofundadas sobre este tema durante a campanha eleitoral.
O José Serra, nosso companheiro de luta estudantil, que chegou a ser exilado, é um belíssimo candidato ideologicamente falando, mesmo se levando em conta os desvios que aconteceram nessa caminhada. O deputado federal Ciro Gomes também não defende uma posição de extrema-direita, aquela que quer impor à vida da nação às suas convicções neoliberais ultrapassadas.
Da mesma forma a ministra Dilma, que dedicou praticamente toda sua vida na luta contra o regime opressor e os desmandos da extrema-direita. Sou presidente do PMDB do Paraná pela quarta vez e fui um dos primeiros a me insurgir contra as articulações da direção nacional do meu partido, para uma coligação antecipada com a candidatura do PT.
Fiz isto e assim o farei até a convenção de junho, por entender que temos que ter um plano de governo antes de fecharmos qualquer aliança. Se tivermos um plano, teremos um norte para discutir uma aliança. Mesmo assim, reconheço as qualidades da ministra Dilma.
Aqui no Paraná não é diferente. Basta uma análise rápida dos nomes que estão ensaiando pré-candidaturas ao Governo do Estado para entender que o pensamento atrasado estará fora das discussões e do próximo governo. O PMDB apresentou o nome do vice-governador Orlando Pessuti, um homem com mais de 40 anos de vida pública sempre na defesa dos interesses da população.
Os demais pretendentes tiveram suas origens dentro das hostes do PMDB. Alvaro Dias e Osmar Dias hoje estão em partidos diferentes e poderão até se enfrentar nas urnas. O prefeito Beto Richa é filho do ex-governador José Richa, que iniciou sua militância política em nosso partido.
Agora, compete à população dizer, através do voto, o que mais interessa ao Paraná e ao Brasil. Independente de quem conseguir a aprovação de seus grupamentos partidários, teremos candidatos à altura do momento próspero que atravessa nossa nação.
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