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PMDB do Paraná mantém mobilização por candidatura própria para presidente

Waldyr Pugliesi durante o lançamento da pré-candidatura do governador Roberto Requião em Brasília, no início de dezembro do ano passado
Foto: Arquivo PMDB-PR
“Aqueles que defendem candidatura própria tem que trabalhar para, em junho, comparecer à convenção nacional e colocar claramente esta proposta”, disse o presidente, deputado Waldyr Pugliesi
O PMDB do Paraná vai manter e avançar na mobilização pela candidatura própria à presidência da República. A orientação é do presidente regional deputado Waldyr Pugliesi e vai de encontro a disposição do governador Roberto Requião, único pré-candidato do PMDB à sucessão do presidente Lula (PT). “Vou à convenção de junho do PMDB, com programa e candidatura própria e com convicção de vitória”, declarou Requião, na manhã desta segunda-feira (8).
De acordo com Pugliesi, é necessário que os peemedebistas mantenham a mobilização até o dia 30 de junho, quando termina o prazo das convenções previsto no calendário eleitoral de 2010. “Aqueles que defendem candidatura própria tem que trabalhar para, em junho, comparecer à convenção nacional e colocar claramente esta proposta”, recomendou o presidente.
O PMDB do Paraná é um dos quatro diretórios regionais – incluindo Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo –, que assinou uma ação judicial para impedir a convenção nacional do partido, sábado (6) em Brasília. O ato, antecipado do dia 10 de março, representou uma manobra da direção nacional para levar o partido a uma coligação antecipada e indicar o vice da candidatura do PT.
“Defendemos, junto com o governador Requião, a elaboração de um programa de governo para o Brasil, que será apresentado na convenção de junho. A partir deste programa poderemos discutir a candidatura própria ou uma eventual coligação”, informou Pugliesi. “E, caso a opção seja pela coligação, esta aliança deverá ser em cima deste programa”, completou.
'MAQUIAVÉLICA' – Em relação a convenção do último sábado, Pugliesi informou que não há o que fazer. “Foi uma manobra maquiavélica, tirando o poder de movimentação daqueles que não concordavam”, disse. Pugliesi ressaltou que não questiona a presidência do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) na legenda. “O que não queremos é que o partido seja entregue como vice”.
“Tem que construir uma política para fazer uma nação e não se transformar a nação em um mercado”, disse. Pelo menos 24, dos 27 diretórios regionais do PMDB – mais do Distrito Federal – defendem a candidatura própria do partido. Segundo Pugliesi, ainda tem muito tempo até a convenção de junho. “Até lá, ninguém sabe o que vai acontecer. O nome do governador Requião, para a candidatura própria, tem recebido várias manifestações favoráveis”, concluiu.
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