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Em defesa da empresa e do emprego - artigo do Deputado Waldyr Pugliesi publicado na Gazeta do Paraná (29/05/09)

(*) Waldyr Pugliesi

A Assembleia Legislativa iniciou nesta semana as discussões de um projeto de lei da bancada do PMDB, que vincula a manutenção dos empregos nas empresas que recebem incentivos fiscais do Governo do Paraná. Ao vincular a concessão de empréstimos públicos à manutenção dos empregos, buscou-se uma alternativa para garantir a estabilidade dos trabalhadores enquanto durar a atual crise financeira mundial, que afetou todos os setores da sociedade.

Nossa política é muito clara, é em defesa da empresa e do emprego, no sentido de garantirmos condições dignas a todos os paranaenses. Na prática, assim que aprovada, esta proposta dará nova redação a alínea "a" do artigo 1º e do artigo 3º da Lei nº 15.426, de 30 de janeiro de 2007, que vedava apenas os casos de demissões em massa nas empresas que recebem incentivos fiscais.

O que estamos procurando com a mudança nesta lei, é fazer com que haja uma contrapartida de quem recebe incentivo de uma política do Estado. Estamos fazendo o melhor para defender o interesse público no geral. Queremos que as empresas sejam fortes, que sejam responsáveis, mas queremos garantir a presença dos trabalhadores de maneira até obsessiva, porque é esta a nossa obrigação.

Muitas vezes as empresas chegam ao Estado e recebem durante anos incentivos públicos. E isto possibilita aos empreendimentos comerciais ou industriais se desenvolverem de maneira firme e constante. Só que na primeira dificuldade que encontram, a bomba estoura nas costas dos trabalhadores que não são os responsáveis pela crise que estamos vivendo.

A comprovação dos critérios disciplinares e financeiros prevista neste projeto de lei, já aprovado em primeira discussão, encontra amparo no artigo 4º da Convenção nº 158, da OIT, a Organização Internacional do Comércio, assim como na lei nº 4.923/65, que dispõe sobre a redução de salários e jornada. Esta exigência certamente servirá como um critério para a aferição da continuidade dos benefícios fiscais concedidos pelo Estado.

Vale lembrar que o apoio aos trabalhadores e aos empresários sempre foi prioridade no governo do PMDB no Paraná. Quando assumiu pela segunda vez a gestão do Estado, em janeiro de 2003, o governador Roberto Requião adotou uma política fiscal diferenciada para trocar impostos por empregos.

O que isto quer dizer? O Governo do Estado isentou e reduziu a cobrança do ICMS, o imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, que hoje atendem mais de 165 mil das 214 mil empresas paranaenses. Isso segundo os dados do cadastro da Receita Estadual.

Para se ter uma idéia do alcance desta polĂ­tica fiscal, o Paraná gerou, de 2003 a abril de 2009, praticamente 600 mil novos empregos com carteira assinada, contra 37.883 gerados de 1995 a 2002, pelo governo que nos antecedeu. Isto segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged do Ministério do Trabalho.

Este ano, mesmo com a crise que vem assolando a economia mundial, o Paraná gerou, de janeiro a 30 de abril, 22.865 novos empregos. Este desempenho garantiu o Estado entre os que mais criaram novos postos de trabalho no país, ficando atrás apenas de São Paulo com 67 mil e de Goiás, com 33 mil novos empregos. É por estas constatações que volto a afirmar que a nossa política é muito clara e definida na defesa das empresas e dos trabalhadores.

*Waldyr Pugliesi deputado estadual, líder do PMDB na Assembléia Legislativa e presidente do Diretório Estadual do PMDB.











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